Avancem para águas mais profundas e a pesca milagrosa acontecerá. Na mediocridade da margem milagres não acontecem...

Glossário

Glossário básico para Teatro

PALCO (PC ou PL): Espaço visual para o público ou área de cena.

PISO DE PALCO (PP): O plano de piso no palco, executado sobre uma caixa de ressonância com um espaço interno livre que permita uma boa emissão sonora, aberturas e elevações do mesmo. Com altura máxima de 1,10m com relação ao piso da platéia.

COXIAS (CX): Espaços de serviço e circulação não visíveis ao público, localizados nos extremos laterais e de fundo do palco, determinando o movimento de cenografia e acesso de atores. As laterais com uma dimensão mínima da metade do palco e o fundo com espaço suficiente para passagem de atores.

PROSCÊNIO: Prolongamento no mesmo nível do palco projetado até o público que se adapta a diversas formas e dimensões.

FOSSO DE ORQUESTRA (F.O.): Espaço que abriga conjuntos de músicos, não interferindo com o visual de público por estar no plano inferior ao nível do palco. Pode ser executado através de elevadores hidráulicos ou pisos removíveis (quartelada).

QUARTELADA: Tampos de madeira que compõem o piso do palco

BOCA DE CENA (B.C.): Vão aberto na caixa cênica que define a máxima abertura do palco, que pode ser reduzida em altura e largura pela bambolina mestra e pelos reguladores.

REGULADORES: Bastidores (armação forrada em tecido) ou painéis que se localizam à direita e à esquerda da boca de cena, definindo a sua abertura e evitando o vazamento (de luz e cenário) e também limitando o proscênio.

CORTINA CORTA FOGO: Cortina de metal que separa a caixa cênica da platéia em caso de incêndio.

VARANDA DE MANOBRA: Lugar onde se encontram os freios, a barra de malaguetas e a barra de afinação e trabalham os maquinistas.

VARANDA DE CARGA: Lugar onde se localiza a contrapesagem das varas de luz e de cenário.

URDIMENTO: Espaço onde se desenvolve o movimento dos tiros e das varas, com as peças cenográficas planas ou volumétricas dependuradas, que ao descerem até a zona visível do espectador, criam o envoltório do palco. Tem como limite superior a grelha (estrutura de madeira ou metal) com a sofita (cordas e cabos de aço) e como limite inferior a linha das bambolinas, varas de luzes e a parte superior da cenografia.

VARA DE CENÁRIO OU DE LUZ: Barra de metal ou madeira, utilizada para se dependurar elementos cenográficos, equipamentos de luz e vestimentas de palco.
VESTIMENTAS DE PALCO: Conjunto de elementos da cenografia e da cenotécnica que cria o envoltório do espaço cênico e determina sua concretude na caixa cênica.

CICLORAMA: Grande tela com armação em forma de "U" aberto e que é colocada ao fundo do palco. Pode ser nas cores branco, pérola, cinza ou azul claro.

LINÓLEO: Tapete formado por várias lâminas ou passadeiras, usado especialmente para dança.

PANO DE BOCA (P.B.): Telão principal que cobre toda a boca de cena. Pode ser ornamentado, pintado ou simples.

BAMBOLINA: Uma das vestimentas suspensas sobre toda a extensão do palco, que evita o vazamento do urdimento e define a altura do palco, em tecido de pouca altura e comprida. A bambolina mestra é uma peça em tecido, estruturada ou não, suspensa sobre a frente do palco e imediatamente atrás do quadro do proscênio, regulando a altura da boca de cena.

ROTUNDA: Grande tela que é montada sempre à frente do ciclorama.

PERNA: Elemento que se caracteriza como limite lateral do palco. Tecido sem armação. O conjunto de pernas e bambolinas é parte da câmara negra.

CANHÃO SEGUIDOR (C.S.): Refletor de grande potência com movimento manual utilizado para acompanhar atores, bailarinos etc.